quinta-feira, 30 de abril de 2009

fotos e filmes de paul strand

O Instituto Moreira Salles (IMS) exibe a partir dessa terça-feira a exposição Olhar direto: fotografias de Paul Strand, a primeira individual do fotógrafo na América Latina.
.............© 1916 Paul Strand, Blind
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Paul Strand (1890-1976) se destacou na história da fotografia do século XX sobretudo pelo impacto provocado por sua obra mostrada em Nova York, nos anos 1910 e 1920, em galerias e revistas de arte moderna. Suas fotos apresentavam uma abordagem direta da vida nas ruas da metrópole industrial, o que era incomum naquele contexto. Naturezas-mortas, closes de utensílios domésticos e máquinas revelavam um novo ponto de vista sobre o cotidiano, além de estarem estreitamente vinculadas à pintura de vanguarda da época, como o cubismo e o abstracionismo geométrico. Veja: http://www.artphotogallery.org/02/artphotogallery/photographers/paul_strand_01.html.
Paralelamente à mostra, a programação de cinema do IMS vai exibir as três principais obras cinematográficas de Paul Strand: Manhatta (1921), Redes (1936) e Native Land (1942). Durante os anos 1930 e início da década seguinte, Strand dedicou-se quase exclusivamente à realização de filmes documentários, nos quais trabalhou como produtor, fotógrafo, diretor e editor. O curta-metragem Manhatta, realizado em parceria com o fotógrafo e pintor Charles Sheeler, é considerado um dos primeiros filmes experimentais realizados nos Estados Unidos. A obra mostra Nova York como uma metrópole industrial e frenética, com suas sequências de prédios, trabalhadores da construção civil e multidões. É um filme pioneiro das "Sinfonias Urbanas", produzidas durante a década de 1920 em diversas cidades.


Os outros dois filmes trazem à tona a história dos artistas engajados de esquerda, da primeira metade do século XX. Em Redes (filmado no México), na colaboração com Fred Zinnemann em seu primeiro filme, vem à tona a forte inspiração de Sergei Eisenstein (que havia acabado de passar pelo México) e Robert Flaherty (amigo pessoal de Strand). Alguns anos depois, em Native Land, Strand se une a Leo Hurwitz, para falar aberta e incisivamente sobre as violações dos direitos civis nos EUA da década de 1930. O filme contou com a narração de Paul Robeson, ator negro que se notabilizou pela sua atuação na defesa dos direitos civis.

Instituto Moreira Salles - Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Tel.: 3284-7400. Exposição: ter a domingo, das 13h às 20h. Entrada Franca.
Filmes de Strand: sessões todas as quintas e domingos de maio, às 16h. Dias 7, 10, 21 e 24 de maio: Redes, de Fred Zinnemann; Manhatta, de Paul Strand e Charles Sheeler / Dias 14, 17, 28, 31 de maio: Native Land, de Leo Hurwitz e Paul Strand; Manhatta, de Paul Strand e Charles Sheeler

Um comentário:

A Respigadeira disse...

Paul Strand é daqueles fotografos que nos impressiona, não é? Obriga-nos a olhar para a realidade da sociedade.

Gosto imenso do teu blogue! Muitos parabéns à autora.

Beijinhos