quinta-feira, 16 de abril de 2009

alain resnais

Hiroshima, Mon Amour, a liturgia do silêncio e da memória, completa 50 anos. Em 1959 o cineasta francês Alain Resnais oferecia ao mundo a mais arrebatadora obra-prima da história da sétima arte: Hiroshima, Mon Amour, uma epifania cuja força raras vezes foi igualada. Ficou a cargo da escritora-cineasta Marguerite Duras o roteiro revolucionário. De certo modo, gostaria de poder esquecer inteiramente as impressões devastadoras que Hiroshima provocou em mim, apenas para poder sentir de novo a intensidade da sensação memorável que é vê-lo pela primeira vez. Sinfonia rigorosa de silêncio, sensações, palavras agônicas, luz e sombras, Hiroshima, Mon Amour é uma grave meditação sobre a questão da memória, sobretudo da lembrança como ponto de partida para o esquecimento. Um cinema de poesia.

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