...........série Açúcar. Valentina, the Fastest,1996...............gelatin silver print
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.................platinum palladium print
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.................abachrome print
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Vik Muniz revela no MAM seu fascínio pelos ícones visuais, populares e sofisticados
Painéis espalhados por toda a cidade e até um anúncio de televisão em horário nobre divulgam a exposição de Vik Muniz no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, caso raro para um artista contemporâneo brasileiro. Depois do MAM, a exibição de 131 fotografias (grande parte em escala monumental) seguirá para o Masp, em São Paulo, cidade natal do artista.
- Eu produzo muito. Sou um pesquisador da imagem. Ao encontrar uma técnica, persevero até esgotá-la; afirma Vik. Em mostras menores, não se consegue ver a coerência da obra. Quando você vê só uma foto de cada série, parece um índex, vira uma piada. E as pessoas já têm uma tendência a simplificar meu trabalho, por ser fácil. Gosto da acessibilidade, acredito que uma imagem pode criar canais diferentes, para públicos diferentes. É como "Os Simpsons". Desde a criança até o higher graduate, gostam.
O trabalho acessível, que durante a montagem no MAM hipnotizava os funcionários menos graduados, é fruto da combinação entre a referência a ícones da história da arte e do mundo pop e o uso de materiais inusitados: poeira, açúcar, chocolate, caviar, diamantes, brinquedos, lixo, sucata. Tudo é usado por Vik como tinta, que recria imagens célebres - Monalisa, Elizabeth Taylor, Frankenstein, Freud, Vênus, Narciso, telas de Monet e Bosch - e as fotografa.
- Busco referências dentro do banco de imagens da Humanidade. Uso a história da arte para banalizá-la, da mesma forma que busco materiais que já estão carregados culturalmente; diz Vik, aos 47 anos. As pessoas querem ser seduzidas por imagens. Não dá para criar algo que não tenha uma espécie de apelo para competir com a mídia do nosso tempo. Você tem que seduzir, se utilizar de gimmicks, de truques.
As expressões em inglês brotam naturalmente da fala solta do artista, que vive há 25 anos em Nova York, onde começou e foi lançado ao mundo como artista, onde se tornou um dos fotógrafos contemporâneos mais valorizados. É na cidade, no MoMA, um dos museus mais importantes do mundo, que Vik foi o primeiro brasileiro a participar do projeto "A Escolha do Artista", em cartaz até 23 de fevereiro. Vik vestiu a roupa de curador - o que já fizera em outros museus importantes, como o Metropolitan, também em Nova York, e o Museu D'Orsay, em Paris - e criou uma exposição lúdica, em que procurou relacionar visualmente obras do acervo do museu, sem identificá-las para o público. O resultado foi elogiado pelo jornal "The New York Times".
- Pensei em como as obras podiam se relacionar umas com as outras, em combinações de cor, textura, gênero. A exposição é sobre o espaço entre os trabalhos, as conexões entre eles, e não sobre as peças em si; diz Vik, que sentiu um saudoso friozinho na barriga ao participar do projeto.
- Eu produzo muito. Sou um pesquisador da imagem. Ao encontrar uma técnica, persevero até esgotá-la; afirma Vik. Em mostras menores, não se consegue ver a coerência da obra. Quando você vê só uma foto de cada série, parece um índex, vira uma piada. E as pessoas já têm uma tendência a simplificar meu trabalho, por ser fácil. Gosto da acessibilidade, acredito que uma imagem pode criar canais diferentes, para públicos diferentes. É como "Os Simpsons". Desde a criança até o higher graduate, gostam.
O trabalho acessível, que durante a montagem no MAM hipnotizava os funcionários menos graduados, é fruto da combinação entre a referência a ícones da história da arte e do mundo pop e o uso de materiais inusitados: poeira, açúcar, chocolate, caviar, diamantes, brinquedos, lixo, sucata. Tudo é usado por Vik como tinta, que recria imagens célebres - Monalisa, Elizabeth Taylor, Frankenstein, Freud, Vênus, Narciso, telas de Monet e Bosch - e as fotografa.
- Busco referências dentro do banco de imagens da Humanidade. Uso a história da arte para banalizá-la, da mesma forma que busco materiais que já estão carregados culturalmente; diz Vik, aos 47 anos. As pessoas querem ser seduzidas por imagens. Não dá para criar algo que não tenha uma espécie de apelo para competir com a mídia do nosso tempo. Você tem que seduzir, se utilizar de gimmicks, de truques.
As expressões em inglês brotam naturalmente da fala solta do artista, que vive há 25 anos em Nova York, onde começou e foi lançado ao mundo como artista, onde se tornou um dos fotógrafos contemporâneos mais valorizados. É na cidade, no MoMA, um dos museus mais importantes do mundo, que Vik foi o primeiro brasileiro a participar do projeto "A Escolha do Artista", em cartaz até 23 de fevereiro. Vik vestiu a roupa de curador - o que já fizera em outros museus importantes, como o Metropolitan, também em Nova York, e o Museu D'Orsay, em Paris - e criou uma exposição lúdica, em que procurou relacionar visualmente obras do acervo do museu, sem identificá-las para o público. O resultado foi elogiado pelo jornal "The New York Times".
- Pensei em como as obras podiam se relacionar umas com as outras, em combinações de cor, textura, gênero. A exposição é sobre o espaço entre os trabalhos, as conexões entre eles, e não sobre as peças em si; diz Vik, que sentiu um saudoso friozinho na barriga ao participar do projeto.
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Imagem digital é marco histórico
Imagem digital é marco histórico
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É que a insegurança já sumiu das montagens de suas próprias exposições, que se espalham pelo mundo. "Vik", que chega ao Brasil trazida pela Aprazível Edições e Arte, passou antes por cinco cidades americanas, além de Montreal e Cidade do México. Dia 15 de abril, o artista será o palestrante convidado da série "Celebrity lectures", do Museu de Belas Artes de Boston. E, até dia 1º de março, está em cartaz a mostra "Vik Muniz: The beautiful Earth", no Tokyo Wonder Site, no Japão. Vik adora Tóquio, com sua profusão de imagens, seu caos visual - caos que, para ele, deveria ter sido mantido em São Paulo, que passou por uma limpeza visual.
- Cidade limpa para mim é Tóquio, que é o local mais poluído visualmente que existe. Quando estou lá, me sinto muito bem; diz ele, exercitando suas intermináveis associações. A imagem digital é um marco histórico. Por 180 anos, dependemos da fotografia como depositário da História, e hoje não confiamos mais na imagem, que é manipulada. O grande desafio do século XXI é gerar um sistema de educação nesse meio predominantemente visual, construir uma ética para lidar com essas novas imagens. A percepção sempre foi relacionada à sobrevivência. O homem não vai conseguir sobreviver num ambiente onde não entende os sinais.
Foi em Tóquio, a cidade limpa, onde Vik - que inclui o lixão na lista das visitas obrigatórias em toda cidade, ao lado do zoológico e do cemitério - mostrou pela primeira vez sua série "Imagens de lixo", retratos de 20 catadores do lixão de Jardim Gramacho feitos com a ajuda dos próprios, que são convidados para a inauguração no MAM.
Do lado oposto da experiência com catadores e no Centro Espacial Vik Muniz, onde coordena um trabalho social através da criação de imagens de sucata, o artista realiza algumas obras por encomenda, como a Coco Chanel de diamantes criada para a grife Chanel e capas da revista do "New York Times".
- Muita gente me critica, mas Michelangelo e Raphael trabalhavam para a Igreja, que era a maior corporação que existia na época. Se eles acreditavam em Deus, eu acredito em free market.
Para Vik, porém, o livre mercado, que inflacionou o preço de suas obras nos últimos anos, vai passar um tempo sem lhe dar tanta atenção, por causa da crise econômica.
- Acho que nos próximos dois anos o mercado de arte vai quase parar. Eu já senti uma queda de 20% nas vendas de 2007 para 2008. Quem falar que não sente está mentindo; diz. Mas vai ser uma volta à normalidade, porque o boom no mercado de artes foi muito absurdo nos últimos três anos. As pessoas estavam imprimindo dinheiro. Se eu vendia uma imagem por US$ 180 mil, no dia seguinte a galeria queria que eu aumentasse o preço da foto de US$ 40 mil. A pressão de produção excedia meu próprio limite, e eu comecei, inconscientemente, a trabalhar mais devagar. Agora vai ser bom, vou tirar umas férias.
É que a insegurança já sumiu das montagens de suas próprias exposições, que se espalham pelo mundo. "Vik", que chega ao Brasil trazida pela Aprazível Edições e Arte, passou antes por cinco cidades americanas, além de Montreal e Cidade do México. Dia 15 de abril, o artista será o palestrante convidado da série "Celebrity lectures", do Museu de Belas Artes de Boston. E, até dia 1º de março, está em cartaz a mostra "Vik Muniz: The beautiful Earth", no Tokyo Wonder Site, no Japão. Vik adora Tóquio, com sua profusão de imagens, seu caos visual - caos que, para ele, deveria ter sido mantido em São Paulo, que passou por uma limpeza visual.
- Cidade limpa para mim é Tóquio, que é o local mais poluído visualmente que existe. Quando estou lá, me sinto muito bem; diz ele, exercitando suas intermináveis associações. A imagem digital é um marco histórico. Por 180 anos, dependemos da fotografia como depositário da História, e hoje não confiamos mais na imagem, que é manipulada. O grande desafio do século XXI é gerar um sistema de educação nesse meio predominantemente visual, construir uma ética para lidar com essas novas imagens. A percepção sempre foi relacionada à sobrevivência. O homem não vai conseguir sobreviver num ambiente onde não entende os sinais.
Foi em Tóquio, a cidade limpa, onde Vik - que inclui o lixão na lista das visitas obrigatórias em toda cidade, ao lado do zoológico e do cemitério - mostrou pela primeira vez sua série "Imagens de lixo", retratos de 20 catadores do lixão de Jardim Gramacho feitos com a ajuda dos próprios, que são convidados para a inauguração no MAM.
Do lado oposto da experiência com catadores e no Centro Espacial Vik Muniz, onde coordena um trabalho social através da criação de imagens de sucata, o artista realiza algumas obras por encomenda, como a Coco Chanel de diamantes criada para a grife Chanel e capas da revista do "New York Times".
- Muita gente me critica, mas Michelangelo e Raphael trabalhavam para a Igreja, que era a maior corporação que existia na época. Se eles acreditavam em Deus, eu acredito em free market.
Para Vik, porém, o livre mercado, que inflacionou o preço de suas obras nos últimos anos, vai passar um tempo sem lhe dar tanta atenção, por causa da crise econômica.
- Acho que nos próximos dois anos o mercado de arte vai quase parar. Eu já senti uma queda de 20% nas vendas de 2007 para 2008. Quem falar que não sente está mentindo; diz. Mas vai ser uma volta à normalidade, porque o boom no mercado de artes foi muito absurdo nos últimos três anos. As pessoas estavam imprimindo dinheiro. Se eu vendia uma imagem por US$ 180 mil, no dia seguinte a galeria queria que eu aumentasse o preço da foto de US$ 40 mil. A pressão de produção excedia meu próprio limite, e eu comecei, inconscientemente, a trabalhar mais devagar. Agora vai ser bom, vou tirar umas férias.
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Suzana Velasco
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Vik - Museu de Arte Moderna (MAM). Av. Infante Dom Henrique, 85. Ter a sex, de 12h às 18h. Tel: 2240-4944. Sab, dom e feriados, de 12h às 19h. R$ 5. Estudantes, maiores de 60 anos e crianças até 12 anos em grupos - mais de cinco por responsável - R$ 2. Entrada gratuita para amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários de empresas mantenedoras do MAM, mediante apresentação de carteira comprovatória.
Vik - Museu de Arte Moderna (MAM). Av. Infante Dom Henrique, 85. Ter a sex, de 12h às 18h. Tel: 2240-4944. Sab, dom e feriados, de 12h às 19h. R$ 5. Estudantes, maiores de 60 anos e crianças até 12 anos em grupos - mais de cinco por responsável - R$ 2. Entrada gratuita para amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários de empresas mantenedoras do MAM, mediante apresentação de carteira comprovatória.



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